As atrocidades da seleção natural

por Nandy 18 fev 2016 - 23h 52
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Para chegar aonde chegamos, todas as espécies tiveram de passar pelo processo de seleção natural, onde o mais apto sobrevive e assim passa seus genes para as futuras gerações, entretanto, algumas características passadas adiante são um pouco bizarras quando olhamos para eles, por isso, no post de hoje mostraremos algumas delas. Confira:

Inseminação traumática

Inseminação

Uma das mais grotescas é que diversas espécies do mundo animal evoluíram para que os melhores machos e fêmeas fossem escolhidos, entretanto, como uma maneira de o macho se “garantir” como único parceiro da fêmea, eles desenvolveram uma genitália que é toda recoberta com espinhos, fazendo com que, depois da cópula, o sistema reprodutor da fêmea esteja quase todo debilitada e não permita outras cópulas, deixando apenas o útero intacto para que a prole se desenvolva.

Parasitismo sexual

Parasitismo

Existe uma ordem de peixes chamada de Lophiiforme, a qual possui um método de reprodução também macabro. Os machos são pequenos, quando comparados às fêmeas, e sua única função em vida é encontrar uma dessas fêmeas gigantes, até aí, nada de anormal, mas, quando ele encontra uma delas, ele se fixa à fêmea com suas mandíbulas, o detalhe é que, se os machos não fizerem isso, eles irão morrer de fome, pois não possuem bocas apropriadas e sistema digestivo próprio, e é por isso que quando ele se funde à fêmea, ele se degenera e torna-se uma estrutura muita parecida com um tumor com testículos, uma vez que apenas seu sistema reprodutor permanece igual e que ele compartilha do sistema circulatório da fêmea, de onde consegue nutrientes.

Mas aqui vem o pior: a partir daí a fêmea começa a amadurecer seu sistema reprodutor, entretanto, ela pode estar fusionada a vários machos, chegando a ter até oito parceiros, entretanto, apenas um irá conseguir fecundar a fêmea.

Câncer infeccioso

câncer transmissível

Este tipo de câncer afeta o Diabo da Tasmânia, tanto que, desde 1996, já perdeu 80% de sua população devido à DFTD, doença do tumor facial do diabo, em inglês, a qual se originou de um único animal e se espalhou rapidamente pela espécie, já que eles brigam e se mordem todos os dias.

Mas aí você pensa: mas o câncer não pode ser transmitido assim! Pois bem, aí vem a surpresa, este tipo de câncer existe, mas é restrito ao diabo da tasmânia e ainda a cachorros, mas outro tipo de câncer.

Eles possuem um metabolismo e reprodução próprias, bem como suas alterações genéticas, é por isso que são como mamíferos parasitas clonais altamente degenerados, como se fosse um animal à parte.

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