Curiosidades

A ciência possui uma explicação sobre quem usa emoji…

Com o passar do tempo, a comunicação tem ganhado várias formas e significados. Há tempos atrás, quem poderia imaginar que por meio de um pequeno aparelho poderíamos nos comunicar com quem quer que fosse? Ou que ainda seria possível ver qualquer pessoa na tela de um computador com a ajuda de uma webcam? Ou que existiriam aplicativos que mesclariam tudo isso, a exemplo do WhatsApp? Pois é, as coisas mudaram tanto que atualmente podemos até utilizar emoji sem nossas conversas.

Mas o que diabos seria isso? É bem possível que você saiba o significado, mas vamos ajudar aqueles que ainda estão por fora. Emojis são aquelas carinhas que muita gente costuma usar pelas redes sociais. São utilizadas como forma de expressão, normalmente, com a intenção de tornar mais palpável o sentimento da pessoa que o envia. Você é desses que costuma usar?

O que a ciência tem a dizer sobre as emoções humanas?

Pesquisadores da Universidade da Califórnia de Berkeley, acabaram descobrindo algo surpreendente a partir do uso de emojis. A psicologia sempre utilizou como base o fundamento de que as emoções humanas podem se dividir nas seguintes categorias: Tristeza, felicidade, surpresa, medo, raiva e desgosto. No entanto, outras 27 categorias foram identificadas.

Isso só foi possível graças a um estudo que contou com a ajuda de cerca de 800 voluntários. Consistiu em lhes mostrar 2 mil vídeos com apelo emocional e analisar a reação de cada um. Após conseguirem constatar a existência de todas essas outras espécies de emoção, criaram um “mapa multidimensional e interativo” na intenção de exemplificar como eles estão conectados.

De acordo com Dacher Keltner, líder do estudo: “Descobrimos que 27 dimensões distintas, e não 6, foram necessárias para explicar a forma como centenas de pessoas relataram de forma confiável sentir em resposta a cada vídeo“. Alan Cowen, que também faz parte da liderança do estudo, garante que nossas experiências emocionais são bem mais ricas do que costumavam pensar anteriormente.

Como foi realizado o experimento e o que ele tem a ver com os emojis

Um grupo bastante diversificado foi escolhido entre os voluntários, afim de não viciar a pesquisa. Já os vídeos, foram selecionados em meio on-line, com 5 a 10 segundos de duração e sem som. Eles apresentavam conteúdos de várias espécies. A exemplo de casamentos, pedidos de casamento, nascimento de bebês, morte e sofrimento, bichos peçonhentos, atos sexuais, acrobacias arriscadas, natureza, desastres naturais, entre tantas outras coisas.

Os vídeos foram apresentados em sequências separadas. Ao fim de cada uma delas, os voluntários faziam seus relatórios descrevendo as emoções que haviam sentido no decorrer da sequência. De acordo com Cowen, “suas respostas refletiram uma gama rica e matizada de estados emocionais, que vão desde a nostalgia até o ‘sentimento aumentado‘.”

As outras categorias encontradas foram: admiração, adoração, apreciação estética, diversão, raiva, ansiedade, admiração, estranheza, tédio, calma, confusão, desprezo, ânsia, decepção, nojo, dor empática, confinamento, inveja, excitação, medo, culpa, horror, interesse, alegria, nostalgia, orgulho, alívio, romance, tristeza, satisfação, desejo sexual, surpresa, simpatia e triunfo.

O que tudo isso teria a ver com o uso dos emojis? Normalmente, a forma escrita não nos permite demonstrar todas essas sutilezas. Escrever o que você está sentindo naquele momento é algo complicado. No entanto, os emojis felizmente existem para nos ajudar.

As pessoas que os utilizam tem mais facilidade de se expressar, sendo capazes de explorar todas essas 27 categorias. Também costumam ser mais emocionais. Muita gente costuma acreditar que a utilização de emojis é algo imaturo, no entanto, apenas caracteriza uma pessoa mais complexa e capaz de se expressar da melhor forma possível.

Comments

comments

Leave a Response

Nandy
Mineira que caiu de amores por “Sampa”, recordista de matriculas malsucedidas em academias e que acredita que o amor é sempre uma questão de escolha.