Curiosidades

Como identificar um perfil fake o mais rápido possível

Você costuma tomar algum tipo de cuidado quando está  na internet? Seja navegando entre notícias e informações, ou enquanto estamos em nossas redes sociais, precisamos sempre manter o máximo de atenção possível. Recentemente, o termo fake news ganhou extrema força na mídia e virou tema de debate em diversos locais. Tratam-se de notícias falsas que são veiculadas, essencialmente, pela internet, fazendo com que sejam compartilhadas como se fossem verídicas.

Normalmente, contem informações que não são 100% verdade, podendo ter o intuito de plantar mentiras acerca de partidos políticos, candidatos, artistas, ou mesmo pessoas comuns. A verdade é que sempre existiram, mas sempre ficam ainda mais evidentes quando eleições se aproximam. Da mesma forma, podemos encontrar perfis fake pelas redes sociais, que são programados para aumentar o fluxo de seguidores de uma pessoa, ou até mesmo para criar fervorosas discussões nos comentários de uma publicação… Sim, isso acontece!

Ao contrário do que costumamos imaginar, existe mais de uma categoria de fakes. Podemos encontrar os clássicos, robôs e até mesmo ciborgues. Já ouviu falar de algum deles?

Os robôs, também conhecidos como “bots”

Normalmente, os robôs não são utilizados para fins maliciosos. Embora estejam por todas as partes, foram desenvolvidos para nos auxiliar em algumas atividades e até mesmo fazê-las por nós. Como exemplo, podem ser mencionados aqueles que automatizam o compartilhamento de notícias da imprensa, ou os que conversam conosco pelos atendimentos virtuais de grandes lojas. No entanto, o Twitter é um excelente lugar para que eles sejam usados de forma negativa.

Marcos Bastos, brasileiro que é professor do departamento de Sociologia da Universidade de Londres, junto ao companheiro britânico Dan Mercea, que atua na mesma universidade, descobriram que foram utilizados pelo menos 13,5 mil bots em discussões no Twitter sobre o plebiscito do Brexit (decidindo a saída do Reino Unido da União Europeia).

Eles eram programados para fazer postagens automatizadas, com o intuito de “bombar” lados favoráveis ou contrários ao plebiscito. Segundo Marcos: “O Twitter[…] funciona como um sistema de difusões de informações“, que por sinal, facilita muito a proliferação desse tipo de atividade maliciosa.

No entanto, identificar fakes de tal natureza é algo fácil. Os pesquisadores vem desenvolvendo ferramentas que podem ajudar no processo, monitorando suas ações em meio online, bem como mensurando se atuam com padrões. Por exemplo, é possível analisar a frequência com que replicam um conteúdo, as menções que fazem a outros usuários, quantidade de seguidores que possuem, quantos perfis seguem, postagens feitas em outras plataformas… Enfim, são apenas alguns critérios.

Perfil Fake “Ciborgue”

Detectar um ciborgue já não é uma tarefa tão simples assim. De acordo com Emiliano de Cristofaro, que é professor da London’s Global University: “É muito difícil detectar esses bots híbridos, operados parte por humanos, parte por computadores”. Enquanto os simples robôs são operados por meio de algoritmos e usam determinados padrões, quando uma pessoa também está envolvida, esse tipo de coisa pode ser alterada facilmente.

No caso dos ciborgues, é comum que criem um perfil fake que se pareça muito com um verdadeiro. Podem compartilhar fotos, informações e até mesmo interagir com os contatos de suas redes. Em uma análise mais superficial, ninguém seria capaz de dizer que o perfil é fake. Segundo Cristofaro: “É preciso olhar para o conteúdo que postam, não só para sua atividade. E isso custa caro“. Normalmente, esse tipo de perfil é criado para aumentar a popularidade de políticos, ou para “destruir” seus adversários.

Algumas pistas surgiram para identificar essas contas falsas. É comum que elas atuem apenas durante o dia, visto que são pessoas contratadas em horário comercial apenas para postarem informações premeditadas. Raramente são encontradas de madrugada, que é quando muitas discussões calorosas estão acontecendo. O vocabulário pobre também pode ser levado em consideração. Um funcionário de uma empresa que vendia perfis fakes contou à BBC Brasil que era comum “faltar criatividade”, pois administram muitos perfis fakes ao mesmo tempo, com assuntos diferentes.

Também é possível buscar pelo uso de fotos falsas, padrões nas mensagens entre outras coisas do tipo. Especialistas aiinda buscam por métodos mais eficientes para ajudar na identificação de ciborgues.

Clássico fake

E claro, não poderíamos deixar de mencionar o fake que todos conhecem. Trata-se apenas de uma pessoa que decide criar uma conta falsa para si mesmo, sem vínculos com empresas ou organizações. É comum que muitas pessoas façam isso para se esconder, ou mesmo saber de informações sobre a vida de terceiros, que não poderia fazer com sua conta pessoal.

Para identificá-las é algo mais simples. Basta observas as postagens que o perfil costuma fazer, tanto através de comentários, quanto das fotos. Imagens que não mostram muito bem o rosto, ou que podem ser facilmente encontradas na internet em diversos sites, tendem a ser fake. Quando o perfil também possui muitos amigos, diversas marcações nas fotos e não costumam postar frases ou textos, há grande possibilidade de que seja falso.

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Nandy
Mineira que caiu de amores por “Sampa”, recordista de matriculas malsucedidas em academias e que acredita que o amor é sempre uma questão de escolha.