Curiosidades

Conheça o antigo manual banido há cerca de 300 anos sobre conselhos sexuais

Somos acostumados a ter tudo de forma bem fácil e prática. A modernidade fez com que desenvolvêssemos uma personalidade mais preguiçosa, que tem tudo nas mãos. Se tivermos algum tipo de dúvida, basta pesquisar por uma solução no Google e fica tudo certo. Antigamente, era preciso sair de casa e passar uma tarde na biblioteca até encontrar determinada informação. As pessoas costumavam ler o manual de tudo antes de começar a utilizar seus equipamentos, prática essa que parece ter sido esquecida.

Mas convenhamos, alguns manuais ainda podem ter certa utilidade, principalmente quando esclarecem sobre temas que muita gente tem dúvidas. Qual sua opinião sobre um possível manual com conselhos sexuais? Interessante? Poderia até ser, mas não é o caso deste.

Escrito há 300 anos, conta sobre os mais diversos “segredos do sexo”, mas por apresentar conteúdo explícito, chocante e perturbador, acabou sendo banido no Reino Unido, no mesmo ano de sua publicação.

Datado como obra de 1720, Aristotle’s Masterpiece Completed In Two Parts, The First Containing the Secrets of Generation, que pode ser traduzido como “A Obra-Prima de Aristóteles, Feita em Duas Partes, Com a Primeira e os Segredos da Procriação”. Embora tenha o nome de Aristóteles, não se engane… Este é apenas o pseudônimo utilizado pelo autor da obra que na verdade, é desconhecido.

É possível encontrar uma série de recomendações bastante questionáveis, que visam o homem como ser superior. Agora que o manual veio novamente à tona, separamos alguns dos “conselhos” mais chocantes presentes ao longo do livro.

Conselhos do manual

Não se deitar com animais: É claro que este não é um ato aceito, mas as razões que o manual menciona para não fazer isso, são no mínimo estranhas. Menciona que uma mulher nunca deve se deitar com um animal, pois a partir daí um monstro poderá vir ao mundo… Uma criança híbrida, metade humana e metade animal.

No manual é possível encontrar algumas xilogravuras que expressam isso. Em uma delas, podemos ver uma criança com asas e pernas de galinha. Outra possui membros a mais no corpo.

Conforme o pensamento: Segundo o manual, a criança nasceria com a aparência que a mulher imaginasse durante o sexo. Desta forma, se ela pensasse em um corpo doente e com características diferentes, o bebê provavelmente teria alguma deficiência. Portanto, o correto seria que ela se concentrasse no homem durante o ato, para que a criança viesse ao mundo com características do pai.

Menino ou menina? Isso poderia ser facilmente escolhido. De acordo com as palavras do autor do manual, se o casal quisesse ter uma menina, seria preciso apenas que a mulher se deitasse do lado esquerdo da cama durante o sexo. Se a intenção fosse ter um menino, deitaria do lado direito. Quem diria que seria tão simples, hein?!

Alimentação específica: Se os homens quisessem ser fortes e viris, deveriam cuidar bem de sua alimentação. O manual conta que para o esperma ser mais resistente, seria necessário manter uma dieta baseada em legumes e aves canoras. O ideal, seria se alimentar de nabos, gengibre, pardais, pombos e ovos.

Sem pressa: E essa era uma “boa dica” para os homens. Segundo o manual: “Quando fizer o que a natureza pede, o homem deve ter o cuidado de não se desvincilhar muito cedo do aconchego de sua mulher“. Deu pra entender, né?

O homem em primeiro lugar: E para encerrar alguns conselhos do manual, não há item “mais adequado”. Segundo o que dizem as palavras por lá encontradas, os homens são verdadeiras maravilhas do mundo. Já as mulheres, deveriam viver em função disso, adorando e respeitando seu homem “dotado de um espírito vital”, por carregar um “presente divino”. Deveriam estar felizes em matrimônio, pois o homem ganharia um segundo “eu”. Quanta “honra” para as mulheres, não é mesmo? Aqui ficam claros os motivos para que tenha sido banido.

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Nandy
Mineira que caiu de amores por “Sampa”, recordista de matriculas malsucedidas em academias e que acredita que o amor é sempre uma questão de escolha.